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Os eventos híbridos devem continuar a fazer parte dos calendários das empresas – veja como aplicá-los em sua estratégia

Passada a pandemia de Covid-19, pode parecer que as pessoas (e especialmente, as empresas) se cansaram do modelo híbrido para as atividades profissionais – sejam elas a rotina diária de trabalho ou eventos e feiras de negócios.

Mas a percepção não está exatamente correta. Uma pesquisa realizada por uma companhia especializada em tecnologia de gestão de eventos apontou um empate técnico entre o número de pessoas interessadas em eventos presenciais e aqueles interessados em eventos híbridos.

De acordo com a vFairs, os eventos in-loco são opção de 35% dos participantes, mas os híbridos estão logo atrás, com 34%. Também são interesse de uma boa parcela os exclusivamente virtuais (29%).

Ainda que essa amostragem não tenha caráter científico, ela não deixa de ser um termômetro em relação ao sentimento das pessoas sobre esse tipo de atividade.

Assim, a aposta de muitos de que os eventos e encontros a distância seriam alvo de desinteresse devido ao desgaste com lives e reuniões online via Zoom ou Google Meet, não se confirmou. Ao que tudo indica, esse tipo de opção veio para ficar.

Por isso, as companhias não devem tirar da lista de ideias a organização de eventos que misturam o presencial com o remoto, principalmente porque esse tipo de estratégia, em diferentes escalas, pode cair como uma luva na sua estratégia de marketing.

Mas afinal de contas, o que faz um evento ser considerado de fato híbrido?

Além de permitir que os participantes estejam presentes tanto no local quanto virtualmente, esses eventos podem incluir outros elementos que os tornam mais atraentes. Para visitantes, organizadores e parceiros comerciais.

Uma das opções é considerar um microevento. Ele pode reunir poucas pessoas em um espaço reduzido – como uma sala de reuniões, uma sala de aula ou um espaço para reuniões corporativas em um hotel – com um suporte de transmissão para que diversos públicos possam interagir de forma online. A vantagem desse tipo de estratégia é que é possível espalhar eventos menores ao longo do calendário do ano. Também são mais fáceis de organizar e exigem um investimento menor.

Outra vantagem é apostar no potencial de inclusão que os eventos mistos oferecem. A opção de participar sem ter de levar em consideração os custos de estadia e passagens torna os eventos híbridos uma alternativa mais econômica e que, também, diminui a pegada de carbono dos organizadores e participantes. Além disso, é uma maneira de permitir que uma audiência potencialmente global faça parte de uma ação patrocinada pela sua marca.

O velho embate de qualidade X quantidade também pode ser resolvido com essas iniciativas. Quando sua empresa precisa investir menos tempo na logística e organização de um evento com centenas de empresas, ou milhares de participantes, é possível aplicar uma maior parte do tempo e receita em:

  • Seleção de temas
  • Pesquisa e convite de palestrantes
  • Atividade interativas

Os eventos híbridos abrem ainda caminho para a reciclagem de conteúdo e a monetização posterior do que foi produzido durante os encontros. Além de utilizar o material gerado para divulgar sua marca e sua autoridade no seu campo no ambiente online, é possível criar pacotes de conteúdo com base nos encontros organizados pela sua companhia.

A depender do tipo de material produzido em seminários, congressos e workshops, é possível oferecer certificados de educação profissional, por exemplo.

Assim, podemos dizer que a ideia de digitalização do conteúdo dos eventos corporativos é uma excelente oportunidade de sua marca obter um ROI (o famoso retorno sobre investimento) mais alto, uma vez que, além de viabilizar a geração de leads de venda, é possível reduzir custos locais, gastos com catering, entre outros.

Não deixe de levar em conta a organização de eventos como esses no seu planejamento anual!

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