Revolução EaD: marketing para instituições de ensino tem de explorar potencial online

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Pandemia e distanciamento social impulsionaram tendência do ensino a distância, que já crescia no mercado. Mas o marketing para esse tipo de negócio tem peculiaridades

Você sabia que na hora de escolher uma escola, curso ou qualquer outro serviço oferecido por uma instituição de ensino (IE), a internet, e principalmente o Google, são cruciais para a tomada de decisão?

A ferramenta de pesquisa é o principal canal na hora de pesquisar e tomar decisões sobre qual IE escolher. É utilizada por 44% dos entrevistados na pesquisa Google Consumer Survey (2019) entre pessoas de 18 a 34 anos. Em seguida, empatados estão YouTube e amigos, com 28% cada. Depois, redes sociais (20%), jornais (19%) e TV (13%).

“Leve em consideração que esses dados são de um período pré-pandemia, e podemos ter certeza que, desde então, essa importância só aumentou”, comenta Thaís Faccin, sócia da Jahe Marketing – assessoria especializada em soluções 360° de marketing em um só lugar.

“Por conta da revolução que esse tipo de negócio teve de passar, praticamente do dia para a noite, é necessário investir no marketing educacional para comunicar quais foram essas mudanças. Mas esse filão tem algumas características específicas, pois diferente de um bem de consumo, a proposta das empresas é aprimorar a formação de crianças, jovens e adultos”.

O segmento já passava por um boom desde antes dos desafios da Covid-19. Entre 2010 e 2020, de acordo com o Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, quadruplicou o número de alunos que entraram no ensino superior pela EaD. “Com esse cenário, a competição deve se tornar cada vez mais acirrada, independentemente do tamanho do seu negócio. Talvez, você tenha como objetivo atrair novos alunos, garantir rematrículas e entender melhor o que eles estão procurando em um serviço de EaD. As adaptações que as instituições adotaram em meio à pandemia são fundamentais para escolher onde se matricular. Fica claro que comunicar bem quais são essas transformações pode fazer toda a diferença para a sua instituição de ensino, pois muitas das ferramentas digitais oferecidas devem permanecer em uso, mesmo depois da pandemia”, complementa Satye Inatomi, também sócia da Jahe Marketing.

Dicas para melhorar a sua visibilidade:

Estabeleça com quem você precisa dialogar. São os pais de crianças do ensino fundamental? Ou os responsáveis pelo adolescente de ensino médio que já está, por si, na internet? Ou você tem um curso de inglês para negócios, e precisa oferecer seu produto para um perfil específico de aluno, ou de companhia, com profissionais que desejam aprender rápido?

Abasteça as redes sociais com conteúdo instigante – Se você tem, por exemplo, uma escola de idiomas, pense que o Instagram, YouTube ou o TikTok, são canais interessantes para ampliar a experiência de aprendizado com dicas sobre a cultura de países estrangeiros, ou indicações de filmes, livros e outros produtos culturais. Além da chance de ampliar o público, esse tipo de interação também tem um apelo de um conteúdo extra, que os alunos conseguem acessar sem um preço adicional.

Quer um exemplo? Um tipo de conteúdo que causa bastante engajamento são as listas curiosas, por exemplo, “coisas que você jamais deve fazer no país X ou Y”.

Facilidade de contato com a instituição de ensino, e transparência nas informações, também são um grande diferencial na hora de oferecer os serviços. Para acessar calendários de prova ou simulados, informações de secretaria e contatos com a coordenação, uma alternativa cada vez mais adotada são as plataformas de comunicação e engajamento. Ou seja, o seu negócio não precisa desenvolver as soluções do zero, mas adotar ferramentas prontas para serem implementadas. De quebra, você acaba com o risco de perder boletos, boletins e senhas de login nas horas mais críticas do dia, principalmente para os lares com crianças pequenas.

Mobile friendly – mas até mesmo uma escola com um bom nível de digitalização pode esbarrar em problemas de “primeiro contato”, por isso, vale a pena investir em uma página bem desenhada na internet, a famosa landing page, ou seja, o site para o qual seu Facebook, Linkedin, Instagram ou qualquer outra rede social ou anúncio vai levar. Essa página precisa ser um bom cartão de visitas, mostrando cursos, abrangência do seu negócio, pacotes e, quem sabe, um chatbot para agilizar informações básicas para seus clientes potenciais.

Oferecer conteúdo e criar identidade para sua instituição de ensino também é uma forma bastante transparente de trabalhar o seu marketing. Por isso, a ideia de manter um blog focado na sua área de atuação é uma opção bastante válida, também, para as IEs. Além de reforçar a posição como especialista em um campo de conhecimento, o seu negócio educacional pode também se transformar em uma referência na hora de procurar materiais de consulta.

Entre as alternativas estão o oferecimento de provas, exercícios e simulados para download gratuito (dê preferência ao formato PDF), com a inscrição dos interessados em uma newsletter. Dessa maneira, você obtém também uma lista de mailing muito mais efetiva. Vídeos ou podcasts com professores apresentando uma aula inicial grátis, ou lives sobre dúvidas e dicas de inglês, ou com pegadinhas do vestibular também são ideias. Ações como essas podem criar engajamento com alunos e pessoas que ainda não fazem parte da sua comunidade online.

Metodologia – A metodologia não é, em si, uma ferramenta de marketing. Mas deixar claro como você ensina seus alunos, e porque seu método funciona pode atrair muitos interessados. Esse tipo de assunto rende vídeos explicativos, posts em redes sociais, e-books e seminários online.

É um momento para explicar, por exemplo, qual plataforma de aulas online tem sido utilizada durante a pandemia. Por exemplo, no Google Sala de Aula, além das chamadas em vídeo é possível criar trabalhos que são enviados automaticamente para a agenda dos alunos, falar com responsáveis, dar retorno fácil das correções aplicadas, publicar avisos no mural da turma.

No caso de instituições que recebem principalmente crianças e adolescentes, explicar as medidas de segurança e supervisão ao qual os alunos estão submetidos também pode elucidar pais preocupados com a segurança dos filhos.

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