Web Summit 2021: as principais tendências do evento de tecnologia que podem fazer a diferença no seu negócio

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A conferência Web Summit, um dos principais eventos de tecnologia, empreendedorismo e inovação do mundo, surgiu em 2009 na Irlanda e, desde então, sua importância só cresceu. No evento, hoje realizado em Lisboa, Portugal, é possível acompanhar as principais tendências mundiais de consumo, marketing, entretenimento e questões sociais.

A edição de 2021 foi realizada de maneira presencial no início deste mês, após o arrefecimento da Covid-19 pela Europa. Mais de 42 mil pessoas de 128 países se reuniram na capital portuguesa para debater sustentabilidade, moda, saúde e inteligência artificial, entre outros – com a presença de personalidades como a atriz, escritora e produtora Amy Poehler, um dos criadores da internet, Tim Berners-Lee, Ayo Tometi (#BlackLivesMatter) e representantes de empresas como Apple, Microsoft, Reddit, TikTok e Facebook.

Se você não teve tempo de acompanhar as discussões por lá, ou quer saber mais sobre as novidades que podem contribuir para melhorar a sua estratégia de marketing e vendas no futuro, conte com a gente! A Jahe Marketing selecionou as principais tendências apresentadas em Lisboa, e conta por que você deve ficar de olho nelas. Continue lendo!

Meio ambiente e sustentabilidade – Mostrar-se preocupado com a sustentabilidade e com a forma com que tratamos o planeta não é uma responsabilidade apenas de grandes players mundiais. Pequenas ações e decisões do seu negócio podem, além de chamar a atenção dos consumidores, diminuir o impacto ambiental das atividades econômicas. Esse foi um dos grandes temas do Web Summit, que, aliás, aconteceu quase paralelamente à COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

A tônica foi a necessidade urgente de transformar o discurso em prática. A organização do Web Summit, por exemplo, firmou parceria com um programa que evitou o desperdício de 1,2 tonelada de alimentos, além de doar mais de 2.500 refeições para cerca de 250 pessoas. Ao todo, mais de 5.388 kg de emissão de CO2 foram evitados.

Esse também foi o posicionamento de empresas presentes no evento, como a Microsoft. A gigante criadora do Windows levou ao evento Brad Smith, presidente e vice-diretor da companhia. Para ele, é crucial que empresas considerem planos de curto e longo prazo para reduzir sua pegada de carbono. “Um dos elementos-chave para reduzir nosso impacto no planeta é a criação de um novo ecossistema para medição de carbono”, comentou.

A busca do consumidor por marcas que estejam alinhadas aos seus valores no que diz respeito a esse tema vai apenas se intensificar. Falando de Brasil, em 2019, uma pesquisa da Union+Webster divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) já mostrava um dado interessante: 87% da população brasileira prefere comprar produtos e serviços de empresas sustentáveis e 70% dos entrevistados disse que não se importa em pagar um pouco mais por isso.

Ouça a internet, e trate bem os dados – As mídias sociais não devem perder importância, pelo contrário. Como as comunidades online impactam o mundo real foi assunto de Jen Wong, diretora de Operações do Reddit, um dos maiores fóruns de discussão do mundo. Para ela, a ideia de que as comunidades possam afetar instituições e governos passou a ser um tema central. “Usuários desejam participar desses ecossistemas e instituições que têm sido pouco transparentes”, afirmou.

Para as marcas, o conselho foi: “Definitivamente comece ouvindo. Mas, para fazer parte da comunidade, seja curioso, pergunte. Trate os usuários com inteligência e mostre que você se preocupa com a opinião deles”.

Se esse é um vislumbre da próxima era da Internet, o assunto foi aprofundado pela participação de um dos criadores da Web, o inglês Tim Berners-Lee. A preocupação com dados foi um ponto geral da sua participação, e a lição que fica é a de que, além de ouvir bem o que dizem sobre você na internet, é preciso ter o máximo cuidado com os dados dos seus consumidores. “O vencedor é aquele que cria os dados, e o perdedor são todos os outros”, disse o engenheiro da computação britânico. Para ele, ainda é preciso colocar as pessoas no controle de seus dados.

Antes do crescimento a todo custo, foco no cliente – Falamos anteriormente sobre a importância do marketing para startups (você pode ler o conteúdo aqui). No entanto, o crescimento por si só, e sem planejamento, pode trazer problemas.

Em um dos painéis do Web Summit, Victor Ribeiro (Gympass, plataforma para atividades físicas voltadas a empresas), comentou que o market fit, ou seja, a adequação do seu produto às necessidades do cliente e do mercado, se tornou ainda mais importante. Antes disso, internacionalizar a companhia não faz sentido, ainda mais quando se trata de países tão grandes quanto o Brasil. Conhecer o cliente e entender do que ele precisa é fundamental para se destacar perante a concorrência e ganhar consumidores fiéis.

Empreendedorismo feminino e social – Não foi só a presença maciça de mulheres na plateia do evento – mais de 50% dos participantes eram mulheres – que mostrou que o mundo da tecnologia já não é um “Clube do Bolinha”. O empreendedorismo e o empoderamento feminino também nortearam as discussões no palco.

Um dos destaques foi a palestra da atriz Amy Poehler, que atualmente mantém um canal no YouTube, o Amy Poehler’s Smart Girls, voltado à informação, autonomia e independência para jovens mulheres. “[Esse público] está muito acostumado a assistir e ser vigiado, e é uma sensação que possuem desde muito jovem”, afirmou durante o Web Summit. Mas, para a atriz, jovens mulheres também sabem das coisas, e esperam autenticidade no ambiente online.

Outro destaque foi a participação de Ayo Tometi, uma das fundadoras do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) nos EUA, hoje conhecido globalmente. Durante sua apresentação em Lisboa, ela explicou que primeiro “compramos o domínio blacklivesmatter.com, e depois criamos a página de Facebook e Instagram. Não sabia quais as várias formas que usaria a plataforma (…) não sabia que, depois, haveria outros como George Floyd, mas sabia que precisávamos de impacto”.

O que podemos depreender das apresentações de Poehler e Tometi? Entrar em uma discussão no meio digital somente para fazer parte do burburinho, sem apresentar mudanças que façam realmente parte da identidade da sua marca ou produto, não conquista consumidores leais ao seu negócio. É necessário verdade em nossas ações, e o marketing não está fora dessa lógica.

NFT e criptoativos – As marcas devem continuar apostando em criptoativos e nos chamados NFTs (tokens não fungíveis), produtos digitais únicos, como fotos, vídeos e outros que tenham um certificado de propriedade. O crescimento na busca pelos NFTs pode ser entendido como uma tendência de procura pela exclusividade do lado do público – exigindo, assim, um esforço ainda maior das marcas para inovar e surpreender os consumidores.

Um dos painéis mais interessantes teve a participação de Nicolas Julia, fundador da francesa Sorare, startup cujo produto é um game de gerenciamento de times de futebol, baseado em criptografia NFT. Parece brincadeira, mas se tornou um negócio que arrecadou US$ 680 milhões em financiamento, em setembro de 2021.

Quando perguntado se os NFTs são uma moda passageira, Julia opinou que “à medida que nossas vidas se tornam mais digitais, os NFTs se tornarão enormes”. Diferente de um download que pode ser executado bilhões de vezes, esse tipo de artigo digital garante uma propriedade autêntica e única ao possuidor, assim como uma obra de arte ou um livro autografado.

Se interessou por esses temas, mas acha que precisa de ajuda para aplicá-los no dia a dia do seu negócio? A Jahe Marketing pode ajudar!

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