CES 2021: as tendências que podem servir de inspiração para a sua marca nos próximos anos

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Em uma edição 100% digital, a CES – Consumer Electronics Show 2021, maior evento de tecnologia do mundo, reuniu tendências que devem influenciar a maneira com que consumimos produtos e serviços nos próximos anos.

 

Tal qual um desfile de moda, a feira exibe produtos que, muitas vezes, não chegarão ao consumidor final. Ainda assim, ela deve servir de inspiração para empresas antenadas, que podem desdobrar essas inovações em itens mais acessíveis e em uma estratégia de vendas moderna.

Tradicionalmente baseada em Las Vegas (EUA), a feira reuniu no ambiente virtual cerca de 2 mil expositores, entre eles Microsoft, LG, Sony, Intel, Samsung, Panasonic, HP e JBL. O grupo também incluiu cerca de 700 startups de 37 países.

Listamos aqui as tendências em que as empresas brasileiras devem ficar de olho em 2021. Continue lendo para conhecê-las!

 

O futuro dos eventos virtuais?

Quando o maior evento global de tecnologia se torna totalmente virtual, o mundo todo fica de olho nas soluções encontradas por seus organizadores para alguns dos problemas enfrentados por feiras e congressos ao longo do último ano.

Afinal, os eventos presenciais são ferramentas bastante eficientes para aproximar marcas de uma audiência maior, fortalecer o networking, encontrar fornecedores e obter bons leads em um só lugar. Mas como transferir tudo isso para o ambiente digital?

A CTA, organizadora da CES, desenvolveu em parceria com a Microsoft um portal de videoconferência exclusivo. Por meio dele, os participantes conseguiam agendar reuniões e conversas individuais, e os expositores puderem exercer a criatividade na hora de mostrar suas novidades.

A maior inovação nesta categoria parece, contudo, ter vindo não de um painel ou debate, mas de uma festa. A famosa celebração da CES, coorganizada pelas empresas MediaLink e iHeartMedia e cujo convite é disputado todos os anos em Las Vegas, também migrou para o ambiente online.

Em uma pista de dança digital, as pessoas se transformavam em pequenos círculos e podiam “passear” pelo local. Na parte debaixo da tela, ícones mostravam os nomes de quem também estava por lá – bastava clicar em um deles para se aproximar e, então, começar uma conversa.

A festa, que contou com participação das cantoras pop Dua Lipa e Billie Eilish, pode ter fornecido uma espiadinha no formato de eventos futuros (especialmente neste 2021 que, segundo especialistas, ainda deve ser repleto de medidas de isolamento social).

“Podemos ver um futuro de eventos híbridos, menores, de que as pessoas podem participar pessoalmente ou virtualmente”, afirmou Michael Kassan, CEO da MediaLink.

Mas nem todos os exemplos da CES devem ser seguidos. Algumas novidades da feira não funcionaram, a exemplo das centenas de painéis pré-gravados (para evitar problemas de conexão e dar mais flexibilidade aos palestrantes), que tornaram as discussões engessadas e foram alvo de críticas dos participantes.

 

Ainda a pandemia

Quase um ano após o início das restrições causadas pela crise sanitária, pode parecer que ninguém mais aguenta falar em pandemia. A CES mostrou, porém, que muitas das tendências trazidas ou aceleradas pela Covid-19 vieram para ficar.

Enquanto alguns expositores apresentaram novidades para melhorar a vida de quem está trabalhando de casa, como os novos monitores Dell desenvolvidos para otimizar a experiência (e o visual) de videoconferências, outros como LG e Kohler apresentaram tecnologias para combater o vírus, como desinfetantes que utilizam luz UV-C e purificadores de ar.

 

Menos toque, mais tela

Foi também por causa da pandemia que as empresas passaram a buscar soluções para diminuir o contato com balcões e itens dentro das lojas, ou evitar a visita a elas por completo.

Para isso, contam com recursos de inteligência artificial e realidade aumentada que permitem que os consumidores provem roupas e acessórios – ou até móveis para a sua sala ou quarto – sem encostar em nada, ou sem sair de casa.

Ações promocionais também poderiam se valer desse tipo de tecnologia. Despertar o desejo de consumo parece mais fácil se o seu público puder postar uma selfie como se já tivesse aquele item, certo?

 

Meu sonhado robô

Com mais famílias dentro de casa, e por mais tempo, algumas tarefas parecem intermináveis! Para ajudar, a Samsung apresentou robôs prontos para executar funções como servir uma taça de vinho, colocar roupas na máquina ou manejar louças (sem quebrar). O protótipo, chamado de Bot Handy, ainda não tem data de lançamento ou preço.

Outros modelos mostrados na CES estão mais próximos de nossas casas, como o JetBot 90 AI+, aspirador de pó que consegue distinguir objetos frágeis de resistentes, e entende quais itens são menores que ele.

Outra companhia que está investindo em “robôs caseiros” é a LG. O CLOi UV-C higieniza ambientes e elimina micro-organismos. Produtos como esses são especialmente atraentes para pessoas que moram sozinhas, para idosos ou portadores de necessidades especiais.

Em análise sobre a CES, o site AdAge diz que as empresas deverão se preparar para o momento em que esses assistentes passarem a assumir as decisões de consumo de seus donos – e, assim, escolherem que marcas comprar e usar em casa.

 

Do seu jeito

A customização não é exatamente uma inovação quando falamos em produtos e serviços, mas as marcas de luxo estão levando o conceito de exclusividade a outro patamar.

A L’Oréal apresentou o YSL Rouge Sur Mesure, que utiliza inteligência artificial para permitir que os consumidores criem, em casa, batons customizados com a grife Yves Saint-Laurent. Soluções para a criação de perfumes personalizados, e acessórios que criam aromatização para a casa também foram expostos na exibição virtual da CES 2021.

Ao olharmos individualmente para todos os produtos e serviços citados, essa parece uma realidade distante da maioria dos negócios no Brasil e no mundo. Devemos estar atentos, contudo, às tendências que eles apontam: a busca por maior conforto dentro de casa e na hora de trabalhar, a customização de produtos e a maior interação entre marcas e consumidores.

 

Agora, é hora de pensar: como adotar essas inovações também na sua estratégia de negócio?

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